"No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.
Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração. "

Rabindranath Tagore








sábado, 10 de março de 2012





‎(...)Com o tempo, você analisa que abrir mão de algo muito importante, só se faz quando se tem um motivo maior que esse algo: seja um propósito, uma crença, um valor íntimo, uma obstinação qualquer que te oriente para essa escolha que já se sabia tão dolorosa. É um sacrifício voluntário por algo mais pleno, mais grandioso em Beleza. E, nestas análises, você descobre outras perdas que são positivas: perde-se também a ansiedade, a insegurança e a ilusão. E você aprende a recomeçar agradecendo por vitórias tão pequenininhas… 
Como quando é noite e antes de dormir você se enche de gratidão: 
"Deus, obrigada, porque é noite e eu tenho o sono… Que venha um sonho novo, então".
Ou, neste caso:
"Deus, obrigada porque é dia e eu tenho disposição! Que seja um dia produtivo, leve, doce e lírico então!"



Bom Dia...
Pra Mim e Para você!







Toda possibilidade de passo contém em si a do tropeço...
Vamos voar!





Criticar com humor é seduzir.
 Nenhuma mulher esquece uma crítica, desde que acertada.



sexta-feira, 9 de março de 2012




Incontáveis são os eus que nos habitam.
Diferentes os meus dos teus,
mesmo não os podendo comparar,
porque, tal como tu, por dentro não me vejo.

Vejo-te quando te imagino ou sinto,
mas desconheço qual de mim te vê.
Não sei qual de ti me imagina e sente,
nem sei qual de mim tu vês.

Se eu chamar de alma
àquilo que em nós imagina e sente,
as almas que temos são muitas.
Tantas almas quantos os eus,
que lutam entre si continuamente
para monopolizarem o imaginar e o sentir.

Quando nos tocarmos, vamos contar
quantas das nossas almas se beijam
e, só então, saberemos se é
com amor que os nossos eus se entrelaçam.

Nilson Barcelli

quinta-feira, 8 de março de 2012





Onde eu estava, Eu tinha asas que não conseguiam voar
Onde eu estava, Eu tinha lágrimas que não podiam chorar
Minhas emoções, Congeladas num lago congelado
Eu não conseguia senti-las, Até que o gelo começou a se quebrar
Eu não tenho poder sobre isso, Você sabe que eu estou com medo
As paredes que construí estão caindo em pedaços, A água está se movendo,
Estou sendo levado para longe!


Tears Of The Dragon - Bruce Dickinson





Alguém me disse que você ainda me ama. E que nunca me amou. 
E que tem outras. E que não tem ninguém.
Outro alguém me disse que sou perfeita pra você. E que não temos nada a ver.
 E que tudo pra nós dá certo. E que tudo entre nós dá errado.
E outro alguém me disse que você tem medo. E que não tem vontade.
 E que tem certeza. E que não sabe.
E ainda mais um alguém me disse que você só ama o que convém. E que você não ama ninguém. 
E que só quer me usar. E que não consegue viver sem mim.
Disseram-me um monte de coisas. Tantas coisas que eu já não sei. 
Só sei que é muito difícil conciliar o que todos esses "alguéns" que eu sou me dizem.




Parabéns para você, que, linda, lida com explosões hormonais uma vez ao mês. Que sente tudo inchar. Que chora por besteira. Que valoriza bobagens. Que acredita em filmes de amor. Que faz coleção de esmaltes. Que ama sapatos, bolsas e cacarecos para colocar no cabelo. Que compra só porque tava em liquidação. Que sempre precisa de alguma coisa. Que acha o amor a coisa mais bonita – e importante desse mundo. Que sabe como é fundamental olhar para si mesma – ainda que de vez em quando se perca e se preocupe em demasia com o “querer” do outro. Parabéns para você, que dia a dia aprende mais sobre você mesma. Que erra para aprender. Que é forte o suficiente para seguir em frente – sem lamúrias, mas com maturidade e sensatez. Que de vez em quando esquece a própria idade e o juízo em algum canto. E depois acha, como mágica. Parabéns para você, que tem um sonho. Que não desiste, apesar do que falam. Que não se abala, apesar do medo. Que sente uma fraqueza interna, mas caminha com passos firmes. Que fica tonta, mas não desmaia. Que apesar de cada pedra no caminho, corre. Que reclama dos problemas, mas entende que a vida é feita deles. Que tenta entender o defeito alheio – e procura perceber os seus.


quarta-feira, 7 de março de 2012



Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar o nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá prá ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar loura e cafetina, ou sei lá.





Eu acho que ser mulher é a coisa mais bacana que existe. Nós somos complexas. Levemente malucas. Fofas.
 Temos obsessões por coisas que só nós entendemos. Morremos de frio quando a temperatura desce míseros graus.
 E viramos onça, quando preciso. Somos, na verdade, seres completamente hormonais e emocionais. 
Nós inventamos a doçura (sabia?). E gostamos de criar (e recriar) por natureza.


terça-feira, 6 de março de 2012




Parecendo que o dia principiava uma ponta de nostalgia, mas já era um outro alguém chegando.
A voz não tava clara, pressentimentos são confusos como violão que desconhece a melodia.
Era como se precisasse elaborar antes de tudo, o sentimento que ela ia trazer, aquela voz.
Então, ela determinou com a convicção de alguém que quer parar de beber, de sofrer, de fumar, de comer carne ou de qualquer coisa que incomode de algum jeito, que seria apenas saudável e recíproco.
Tava cansada dos olhos afogados na ausência de um perfume ou de uma espécie de lirismo estúpido, como sempre.

(Percebeu o final do sufoco na mudança do foco).

O que o dia queria dela, trazendo as cores do olhar do passado?
Não queria mais aquilo.
Tava cansada.
Ficou lembrando cenas que nem quis contar porque deu raiva.
Que se assim o fim, melhor que assim o fosse.
Mas sabia mesmo é que o verde que viria, reflorestaria aqueles olhos de imensas esperanças.
Achou boa a sensação que a imagem trouxe e guardou num gesto: fez um movimento de mãos no ar e trouxe pro peito.
Sorriu e calou. (E os olhos permeados do mistério bom).
Subitamente, a sensação de chegada de um outro alguém já era presença.
Foi custoso pra ela entender o que uma pessoa podia trazer de novidade e poesia
 só por sorrir daquele jeito de quem se entrega à risada.
Tinha bonitezas demais naquele interesse dele: arregalava o corpo pra ouvir a frase que ela dizia,
 sem precisar escolher o tema_ era só elogiar o céu ou o mar, ou a cor dos dois.

(E, na soberania dessa simplicidade, a coisa toda se deu.)





Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem. Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto? A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa. Ser feliz por nada talvez seja isso. 





‎...Investir no sossego do próprio coração é coisa que não vem com a idade, mas com a ideia de que se pode vivenciar um momento de paz e repouso, é desocupar o peito para abrir espaço para o novo, é entregar-se ao desconhecido com inocência e totalidade, é não ter medo de pronunciar verdades, é ser honesto consigo, com o outro.

Investe no sossego do próprio coração quem não se contenta com pouco.


segunda-feira, 5 de março de 2012





E o que importa você sabe, menina.
 É o quão isso te faz sorrir.
E só.





Sou uma filha da natureza:
quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser.
E deixo que você seja. Isso lhe assusta?
Creio que sim. Mas vale a pena
Mesmo que doa. Dói só no começo.



domingo, 4 de março de 2012

sábado, 3 de março de 2012

sexta-feira, 2 de março de 2012





Hoje me dei conta de que as pessoas vivem a esperar por algo e quando surge uma oportunidade se dizem confusas e despreparadas.
Sentem que não merecem. Que o tempo certo ainda não chegou e a vida passa. E os momentos se acumulam como papéis sobre uma mesa. Estamos nos preparando para qualquer coisa. Mas ainda não aprendemos a viver. A arriscar por aquilo que queremos, a sentir aquilo que sonhamos, e assim adiamos nossas vidas por tempo indeterminado até que a vida se encarregue de decidir por nós mesmos e percebemos o quanto perdemos e o tanto que poderíamos ter evitado. Como somos tolos em nossos pensamentos limitados, em nossas emoções contidas, em nossas ações determinadas.  O ser humano se prende em si mesmo. Por medo e desconfiança vive como coisa num mundo de coisas. O tempo esperado é o agora. Sua consciência lhe direciona. Seus sentidos lhe alertam. E suas emoções não mais são desprezadas. Antes que tudo acabe. É preciso fazer iniciar. 
Mesmo com dor e sofrimento. Antes arriscar do que apenas sonhar.


_/\_




Eu deixo aroma até nos meus espinhos,
ao longe, o vento vai falando de mim.






Mas o que é a vida além de um amontoado de acontecimentos tristes, felizes e de interpretações dos mesmos? E cada dia esta página em branco pra gente escrever o que quiser dentro. Eu faço careta para o desamor e para tudo o que me amarre, estagne, amedronte...Eu abro minhas asas para abraçar o horizonte. Eu pronuncio colo, cuidados, aconchego. Eu não me descrevo, mas reescrevo.Se não há sol eu o invento, eu vivo livre, leve e solta no vento. Eu busco na vida aprendizado e estou disponível para brincar, amar e trocar coisas que acrescentem a mim e a quem estiver ao meu lado...Um brinde à existência...


Selinhos

Blog Doce Menina da Valéria



Do Blog  Histórias da Leyde



Agradeço as duas pelo carinho.
E peço desculpas pela demora em postar.
Beijo enorme.


quinta-feira, 1 de março de 2012





- Você andou na grama? 
- Andei. Logo após a areia branca da baía, havia uma grama alta. E mais adiante, um rio.
- E você viu então uma cobra deslizando entre juncos, na beira do rio?
- Sim, uma cobra verde. Dessas que não fazem mal a ninguém.
- Você a matou?
- Não mato o que não ameaça. Nem o que vive. Eu apenas passei. 



O Marinheiro - Triângulo da Águas






Quando me encontrei comigo, eu estava de passagem. Gostei tanto de quem conheci que resolvi andar junto, lado a lado, dentro.
Eu introjetei em mim aquela pessoa que, finalmente, não estava mais vivendo levianamente, mas participando verdadeiramente da realidade. Foi estando muito lúcida que pude me embriagar de arte e deixar minha imaginação inventar os caminhos que ela trilharia. Conheci paisagens, às vezes, muito familiares, mas o meu olhar era inédito. Não sou mais imediatista quando me faço companhia, pois essa nova pessoa respeita o seu próprio tempo.Por isso, também é preciso evitar alguns lugares, pessoas, antigos hábitos e pensamentos. O passado só me cabe para servir como base para o que tenho me tornado. Cada dia eu amanheço numa página em branco e vou dormir numa outra cheia de coisas que escrevi e vivenciei. A única garantia é que nem sempre encontro o que procuro, mas sempre busco o estado e o lugar mais confortáveis para mim. Eu mereço experienciar esta fascinação pela vida e a liberdade de ser exuberante e transformar o chão em céu, o mar em útero, meu corpo em Templo. Respeito os que vivem de outro modo, porque meu caminho não é o certo nem o único, é o que eu escolhi para mim quando lancei mão do meu livre arbítrio.
E nasci apaixonada pelo amor, mas só agora, me fazendo companhia, é que ele deixou de ser uma palavra para se tornar uma experiência.
Sou muito grata por estar na esquina aonde eu estava passando e por ter me dado a mão...
Caminhamos juntas: eu comigo mesma!


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012




‎(...) sou mulher com cara de menina... e vice-versa. 
Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar...






Soltar os demônios pode ser muito educativo em certas ocasiões.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012



Acássia não compreende, eu me mataria por ela, de uma forma ou de outra, eu iria por ela. Mas ela não entende que seus dedos frágeis não suportam segurar o pincel que antes usava para maquiar suas telas, hoje, utiliza para esconder os caminhos das suas lágrimas. Acássia não sabe mais dançar como antes. Ela perdeu sua alma em algum esconderijo, aprisionou em um baú de pirata, lançou ao mar e olvidou o mapa nas entrelinhas da sua epiderme. Acássia é uma suicida, e ainda não sabe.
Aquele seu sorriso zombeteiro rasga todas as minhas boas intenções, porque Acássia é uma suicida, e gosta disso. Eu compensaria cada lágrima chorada, cada dor sentida com meus ventos favoráveis ao amor, mas ela não se permite seguir os passos da minha trilha. Ela não caminha mais pela mesma estrada de outrora tempestades. Acássia não ouve mais as antigas melodias que embalavam seu sono, ela agora só sabe recitar poemas rasgados, incompletos, feito às pressas por um vadio moribundo que declamava versos inconstantes na esquina da sua primaveril cidade.
Mas ela prefere o outono.
Eu queria compor alguma canção que falasse da vida, mesmo que para isso a morte venha com antecedência, seque todas as nossas peônias, e impossibilite que as tulipas floresçam. Mas Acássia ainda gira, sozinha, com os braços abertos, esperando escorregar em alguma seda virgem. Ela não compreende que sua voz ressoa como terremoto em mim, criando rachaduras profundas, separando minhas placas tectônicas.
Acássia só pensa em girar o mundo, mas não com ele.
Acássia queria flores em seu jardim interno, porém anda cega demais, e não encontra as sementes corretas. Por isso ela se joga em qualquer abismo, para sentir na queda, a euforia que falta na vida. “Morrer me revive”, sussurra mordendo o canto da boca. Tola menina, se soubesse que a morte por amor não tem volta, não brincaria com essas coisas de gente grande. Mas Acássia é suicida, dessas que não se descreve com facilidade. Ela conhece o firmamento entre as estrelas e o espaço, e reescreve os mandamentos bíblicos com a ponta dos seus dedos gastos. Se ela entendesse, jamais ousaria me contar os seus segredos de menina. Oxalá, um dia, quem sabe, ela entenderá.
Acássia tem medo da chuva, mas não de se molhar, por isso toma banho de lágrimas, porque acredita que água melhor em seu rio não há. Acássia ainda não sabe nada, mas deveria ter aprendido com as ondas da paixão que beijaram sua praia. Ela jamais entenderá que estamos morrendo do mesmo câncer, mas ela não quer enxergar. Acássia se matará após o crepúsculo do amor, quando ousar minha boca beijar. Ela não sabe mais dançar, mas ainda gira, feito criança em ciranda, despreocupada se um tombo levar. Ela gira, eu suspiro. Acássia é uma suicida. Só que hoje ela não morrerá pelas suas próprias mãos, padecerá em meus lábios e dos nossos beijos, se afogará no último respirar. Acássia, hoje à noite, se casará.


Confissão




Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsório dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma, 
Pressinto que vou ter um terremoto!


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012



É preciso ter asas...

Quando se ama o abismo.






E a voz do seu coração ainda desperta loucura em minha vida, como se cada chamado invadisse a minha alma.





Simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais,
 e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.




sábado, 25 de fevereiro de 2012






Devagar nós nos abrimos
Como flores de lótus...



Radiohead - Lotus Flower






E você me pede
Pra ter paciência
E juízo, e juízo
Mas o que eu gosto
É de andar na beira
Do abismo, abismo.

Rita Lee


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012




“Quando amo
Eu devoro
Todo o meu coração
Eu odeio
Eu adoro
Numa mesma oração”


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012




Puro Engano

Esconde-esconde literário.

Letras camuflando intenções.

A cada palavra escrita, silêncio.

Melhor ler as entrelinhas.






Por isso, eu te peço. 
Me provoque. 
Me beije a boca. 
Me desafie. 
Me tire do sério. 
Me tire do tédio. 
Vire meu mundo do avesso.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012





Não quero mais ser apenas a mulher fatal, aquela que desatina juízos, desarruma os lençóis e transforma a tua vida num redemoinho doce. Quero ser também a tranquilidade das tardes sonolentas depois do almoço, a fluidez das horas ociosas. Quero ser canto, colo, aconchego, rotina e abrigo de paredes concretas. E uma ponte para o exterior quando a madrugada inquieta...
Quero permanecer mais do que estar, sem me preocupar pra que direção o vento levará teus desassossegos...