"No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.
Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração. "

Rabindranath Tagore








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sábado, 9 de março de 2013






"…Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso – nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Nem sei como lhe explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias. Depois que uma pessoa perder o respeito a si mesma e o respeito às suas próprias necessidades – depois disso fica-se um pouco um trapo. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo aquilo que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma."


Clarice Lispector




domingo, 14 de outubro de 2012







"É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. 
É que só o bobo é capaz de excesso de amor.
E só o amor faz o bobo."



Clarice Lispector


terça-feira, 11 de setembro de 2012






‎"Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso."




Clarice Lispector




Dream of Flying by Brian Crain on Grooveshark

quinta-feira, 24 de maio de 2012



"Me provoque. 
Me desafie.
 Me tire do sério.
 Me tire do tédio.
Vire meu mundo do avesso!"


Clarice Lispector


sexta-feira, 6 de abril de 2012




Exagerada toda a vida: minhas paixões são ardentes; minhas dores de cotovelo, de querer morrer; louca do tipo desvairada; briguenta de tô de mal pra sempre; durmo treze horas seguidas; meus amigos são semi-irmãos; meus amores são sempre eternos e meus dramas, mexicanos.


terça-feira, 13 de março de 2012

segunda-feira, 12 de março de 2012




Amar os outros é a única salvação individual que conheço: 
ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.


segunda-feira, 5 de março de 2012




Sou uma filha da natureza:
quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser.
E deixo que você seja. Isso lhe assusta?
Creio que sim. Mas vale a pena
Mesmo que doa. Dói só no começo.



domingo, 4 de março de 2012

sábado, 3 de março de 2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012




‎(...) sou mulher com cara de menina... e vice-versa. 
Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar...



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012




Por isso, eu te peço. 
Me provoque. 
Me beije a boca. 
Me desafie. 
Me tire do sério. 
Me tire do tédio. 
Vire meu mundo do avesso.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012



‎Eu te recebo de pés descalços esta é a minha humildade
e esta nudez de pés é minha ousadia.


domingo, 15 de janeiro de 2012



Quero que tudo seja intenso, exagerado e louco. Porque só assim fico satisfeita...



quarta-feira, 11 de janeiro de 2012




Então por um momento os dois se apagaram na doce escuridão tão profunda que eles eram mais escuros que a escuridão, por uns instantes ambos eram mais escuros que as negras árvores, e depois tão escuro que, quando ela tentou erguer os olhos até ele, só pôde ver as ondas selvagens do universo acima dos ombros dele, e então ela disse: "Sim, acho que eu também te amo".

domingo, 8 de janeiro de 2012





"Era viva, sarcástica, tensa confusa. Meio desmedida..."


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012




Eu não sou promíscua. Sou caleidoscópica:
 fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. 
Sou um coração batendo no mundo.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012




É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas.
É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois?
Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. 
Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita.

Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012




 Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas.Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia (...)"


sábado, 17 de dezembro de 2011


Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.