"No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.
Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração. "

Rabindranath Tagore








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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Só consegue ser gentil quem não espera nada em troca.






"Ela falava de sonhos sem medo de parecer ridícula. Gostava da leveza descompromissada de vez ou outra marcar encontro com seu livro favorito. Colecionava filmes água com açúcar sem se preocupar com o que achavam do seu intelecto. Enquanto todos buscavam o dourado do sol, ela comemorava o cheiro da chuva perfumando a casa. Afinal,era feita de barro, podia ser moldada de acordo com os dias e se o resultado não fosse o esperado, se deixava quebrar e se refazia.

Redescobriu novos sabores nas palavras: tranquilidade, equilíbrio, alegria, palavras conhecidas que agora eram degustadas, lambuzadas, vividas. Descobriu com tristeza pessoas vazias. Não sabia se existia culpa, apenas identificou uma necessidade urgente de atenção, cuidado, tempo. Pois é, a gente precisa dedicar um pouco mais tempo pra um sorriso, um abraço, um conte comigo. Pessoas ficam amargas porque ficam por muito tempo sem experimentar o doce sabor da palavra gentileza. Só consegue ser gentil quem não espera nada em troca."



Renata Fagundes




terça-feira, 20 de março de 2012




Não esqueçam - palavras negativas azedam seu dia.
Portanto, lambuze as pessoas com sua doçura.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012




...você não precisa de muito. 
Uma gota de lucidez é o suficiente para navegar nesse meu mar de loucura...


domingo, 15 de janeiro de 2012


Apaguei as luzes, calei as vozes, me guardei por fora para dar voz ao que estava dentro. Sentimentos desencontrados esmurravam as portas do coração. Pensei em organizá-los em uma fila, um de cada vez por favor. Tá certo que as vezes precisamos bagunçar para encontrar o lugar das coisas. Aprendi que nada é tão grande como a gente vê. Ainda bem! Decidi descomplicar o simples, simplificar os dias. A gente planeja tanto, aí vem o inesperado fazendo festa, rindo dos nossos projetos megalomaníacos, nos ensinar que muita coisa depende de nós, mas que a vida é muito mais que um bloco de notas. Vem nos mostrar que não existe receita pronta, palavra certa, escolhas erradas, a vida se apresenta cada dia com uma nova roupa e cabe a nós tirá-la para dançar ou ficarmos sentados esperando a coragem chegar.

Reaprendi a construir caminhos sem me preocupar com a chegada, apenas com cada passo da caminhada.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012





Ela olhava o mundo da sua janela. Grandes muros protegendo pessoas, guardando coisas emoldurando títulos. Gente importante com medo de tudo. Doenças da alma e do corpo bagunçando aquele mundo de ouro. Sorriu diante da própria insanidade. Colecionadora de miniaturas sem armários, sem trancas, sem cercas. Era tudo espalhado pela casa, pelo gramado. Emoções penduradas em cortinas, flores, sorrisos, abraços, decoravam a casa. Tudo tão simplório e ao mesmo tempo tão sólido, tão livre e tão seu. A terra, as flores, o cheiro de café, tudo parte dela, pedaço do que era. Plena, repleta. 


domingo, 18 de dezembro de 2011



Minha verdade sempre será questionada, mas não me justifico, não preciso.
Acredito que quem me ama me aceita assim, com uma certa insanidade dosada, com essa sinceridade escancarada.
Cara lavada, braços abertos, briga da boa, aconchego, afeto.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011





Aprendi que meninas boazinhas colecionavam elogios e presentes. Eu colecionava bolinhas de gude e cicatrizes. Hoje, enquanto algumas esperam viver um conto de fadas, eu já beijei príncipe que virou sapo, construí castelos para morar sozinha, despedi a fada madrinha, escolhi viver com o "lobo", ouvi várias histórias mas resolvi escrever a minha.


sábado, 3 de dezembro de 2011






Eu queria te pedir desculpas, por minhas culpas despejadas, por minhas palavras mau pensadas,
 por minhas imperfeições multiplicadas. Sempre disse que não sei fazer de conta, transparente além da conta.
Desculpa minha falta de modos, meu jeito de falar, de andar sem jeito, é que não sei ser graciosa,
 tenho dias de verso outros de prosa. Saiba que meu lado briguento é bem carinhoso e o meu não chegue perto, 
possui os braços abertos. Quando digo que aguento o tranco, que sou forte, é nesse momento que viro filhote.
 Você é minha boca sorrindo, meu olhar dormindo, meu cuidado, meu ninho, com você crio asas, mudo de casa, viro passarinho.

terça-feira, 22 de novembro de 2011




Nada se perde...
Ninguém é realmente nosso,
As pessoas  escolhem estar com a gente.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011





Eu queria saber fabricar esperança para corações desamparados
descobrir onde fica o interruptor para acender a luz de olhos apagados.




segunda-feira, 7 de novembro de 2011


Quero me esconder da hipocrisia, me desviar da mentira e passar batido de fofoqueiro, reciclar minha audição, aprimorar minha visão me desligar da maldade que alguns sorrisos escondem. Não, não tenho medo, existe muita coragem dentro de mim, mas eu posso fazer escolhas, e eu escolhi não me deixar contaminar!

terça-feira, 1 de novembro de 2011


Eu não quero fingir que sou gente grande, que aguento o tranco e sou indiferente à saudade. Não, eu sou uma carente assumida, grudenta. Me alimento de pessoinhas tagarelas, abraço protetor do homem amado, sopa de mãe e longos casos de gente como eu, que se fortalece na sua fraqueza de querer apenas estar perto dos seus. Não sou esse tipo de gente que quer ser fortaleza, eu quero ser bala, menina, moleque, quero inocência, delicadeza.