"No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.
Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração. "

Rabindranath Tagore








quarta-feira, 20 de julho de 2011


Sempre desprezei as coisas mornas,
 as coisas que não provocam ódio nem paixão,
as coisas definidas como mais ou menos, 
um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos. 
Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, 
é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, 
e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, 
sua adoração ou seu desprezo.
 O que não faz você mover um músculo,
 o que não faz você estremecer, suar,
 desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.

(trecho de O Divã)


2 comentários:

Dé Mattos disse...

Eu adoro essa Martha Medeiros, os escritos são lindíssimos! Sempre intensos!

Divã é um livro que tento comprar há tempos e nunca dá. Tá na minha lista!

Acho que a vida precisa mesmo ser intensa. Precisa mexer com a gente. É muito fácil ficar acomodado e se proteger da dor, mas como viver livremente sem encarar a vida de frente? Prefiro amar e sofrer do que sentar vendo a vida passar pela janela, só para não sair do lugarzinho bom.

Beeeijo guria!

Valdicéia Mendonça disse...

Muito bom!!!