"No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.
Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração. "

Rabindranath Tagore








quarta-feira, 23 de outubro de 2013





Hoje eu te liguei. Pra ouvir sua voz, pra te ouvir falar meu nome. 
Hoje eu te liguei porque precisava te ouvir.
Precisava saber se ainda é meu este coração que bate sem parar.
Precisava te ouvir falar baixinho aquele verso de Neruda que eu tanto amo,
ou talvez apenas acompanhar teu silêncio.
Eu saberia interpretá-lo tão bem.
Eu te conheço bem.
Eu te liguei sem expectativa,
mas no fundo torcia pra você me chamar de minha e me pedir pra voltar.
Eu te liguei pra dizer que te amo. Pra dizer que te quero.

Hoje eu te liguei... mas você ainda não sabe.


Flor.

Um comentário:

Sayuri Okamoto disse...

porque quando a gente quer tanto, e aquilo não é mais nosso ou nunca pertenceu...
somos tão dependentes disso.

queria apenas que você fosse meu, mas nem sabes que eu o desejo...

muito lindo seu verso.

beijos ♥