"No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.
Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração. "

Rabindranath Tagore








quarta-feira, 4 de janeiro de 2012




Permito, que nessas horas vagas, onde os desejos tem mais tempo, que eu seja seu pensamento a te roubar vida afora. E quando a falta for insuportável e vier em minha busca,será a minha vez de ver,se sua forma ainda preenche aquela mesma lacuna,(talvez),vazia.




A gente faz que entende. Que encara o desapego; subestima com naturalidade.
A gente até tenta dar as contas ao passado; conviver com o que ficou.
Mas bem lá no fundo, tudo ainda se move...
Tem dias que o que mais se quer, é ouvir que nada mudou.




Um comentário:

Sayuri Okamoto disse...

é triste sabermos que as coisas mudaram e que nada ficou como queríamos...mas tudo tem explicação, tem sentido, tem uma volta inteira...


beijos